Ensaios do Cotidiano


Cidade abandonada

Estava no ônibus e pelo vidro pude ver pessoas, com seus corpos deitados no chão. A cidade está escura, assim como as casas pois todos dormem. Não sinto nenhum odor de podridão, mas  nas praças  as lixeiras e bueiros  não dão conta de seu lixo  e algumas pobres almas de lixeiros em seu caminhão fazem o que podem na limpeza noturna.

Essa é a cidade que moro, e algumas vezes a percebo dessa forma, vejo seu ar poluído que inflama minhas narinas quando respiro fundo para sentir a liberdade de poder respirar, essa é minha cidade, por qual eu ando sempre olhando para baixo, não por eu estar com meu astral ruim, mas com medo de tropeçar em algo que me faça cair.

Também sinto medo, não apenas de ser morta em algum assalto, ou ainda por ser seqüestrada. Tenho medo de ser só eu que consegue olhar para essa cidade abandonada e apesar disso conseguir ver que ainda há beleza, há ainda um rio que a corta, que existe dentre tantos lixos uma esperança na criança que passa e guarda o seu papel e o joga em alguma lixeira próxima, nessa mesma cidade existe um parque onde ainda existe ar para que possa ter a sensação de respirar com liberdade.

E essa sensação que sinto quando posso respirar em uma manhã, é o que faz com que eu me sustente a noite quando vejo essa minha cidade abandonada, sem ninguém para percebe-la e senti-la.

Creio eu que nada está perdido, e o que sinto, possa ser um pensamento de todos, esses que andam pelo Orkut vangloriando a cidade nas comunidades, e que andam todo dia por ela, esses podem percebe-la e senti-la, com esse pensamento há ainda uma esperança, a esperança que surge a partir do momento que fazemos aquilo que podemos pela nossa cidade, pois talvez outros não o farão. Só nos podemos sentir a liberdade de respirar o ar de nossa cidade! Nós somos livres nela, ela é nossa, então como aceitar que nós a abandonamos dessa forma?



Escrito por «ßëå e Guï»® às 00h59
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Amor...

Nunca imaginei que amor era dessa forma, também nunca imaginei que sonhos pudessem se realizar dessa forma, da maneira que queremos... Mas sim aconteceu, quanto tempo esperei para poder ter uma pessoa com que contar todos os momentos, que pudesse falar minhas dúvidas e angustias sem ser interrompida, que pudesse contar meus sonhos sem ser criticada por isso!

Então imagino, como algumas pessoas não podem acreditar no amor, pois ele aceita os defeitos, faz que acreditemos em sonhos, nos dá confiança, carinho. O amor é muito mais do que imaginamos. O amor segura o mundo!

O meu amor vivo com a pessoa mais especial( em meu ponto de vista), compartilho momentos, histórias, alguns hábitos, algumas manias. Com esse amor fazemos uma outra história em nossas vidas, seja quando estou em minha casa ou fora dela, de alguma forma estou com ele em meus pensamentos, nosso amor não é apenas atração, nosso amor parte de nossa mente, sempre partiu, muitos não acreditam em amores virtuais, porém por que tal preconceito? Talvez seja inveja, talvez não, mas com milhares de pessoas nesse mundo afora estão acontecendo cada vez mais casos de gente que se apaixona em uma sala de bate papo.

Então sendo assim , porque não acreditar em todos os tipos de amor... é o amor que nos sustenta, nosso amor próprio, nosso amor por nossos filhos, parentes, amigos, é o amor que nos faz suportar uma perda, é o amor que nos traz felicidades em meio as injustiças.

Então quando Renato Russo disse : “ É só amor que entende a língua dos homens” ele não estava errado.

Acredito no amor, acredito no meu amor, e imagino que se todos acreditassem em seu próprio amor e lutassem para conquista-lo o mundo que vemos hoje poderia mudar, e prevaleceria a harmonia entre os seres, em nossas casas, nas ruas por onde pudéssemos passar.  

Eu amo minha vida, talvez esse seja o meu maior amor, porém sei que tenho muito mais a amar!!!!!!!

 



Escrito por «ßëå e Guï»® às 23h18
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Um  homem  bastante  idoso  procurou uma Clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.
Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua  pressa e ele disse que precisava ir a um Asilo de Velhos tomar o café  da manhã com sua  mulher que  estava  internada  lá há bastante tempo ... 
 
Sua mulher sofria do Mal de "Alzeimer" em estágio bastante avançado ...

Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato de ele estar atrasado.
- "Não, disse ele.  Ela já não sabe quem eu sou.  Há  quase cinco anos ela nem me reconhece..."
 
Intrigado o médico lhe pergunta: 
- "Mas, se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs ?"
 
O velho sorriu, deu  uma palmadinha na mão do médico e disse:

- "É verdade ...  Ela não sabe quem eu sou, mas  eu sei muito bem  QUEM  ELA  É "
 
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e  pensava : " Esta é a qualidade de Amor que eu gostaria para a minha vida" 
 
O Amor não se reduz ao físico, ao romântico ... 
O Amor verdadeiro é a aceitação
 
DE TUDO O  QUE O OUTRO É ...
DE TUDO O QUE O OUTRO FOI ...
DO QUE SERÁ ...
DO QUE  JÁ  NÃO  É  ...
 
Como o bom velhinho, que também vocês amigos, possam dar e receber, em profusão, deste Amor Maiúsculo !


TENHAM UM LINDO DIA !



Escrito por «ßëå e Guï»® às 15h51
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Eu acho que pirei

Eu Acho que Pirei

Sandy E Junior

Composição: Desconhecido

Quando eu te vi
Na minha frente
Vi que o amor
É tão diferente
Eu inocente caí sem querer
Foi derrepente
Nem deu pra perceber

Eu acho que pirei
Meus pés saíram do chão
Eu posso até voar
Segura o meu coração
Até me belisquei
Será que é ilusão
O que eu senti não dá pra explicar ou cantar numa canção

Quando eu te vi logo pensei
É o amor que eu sempre sonhei
Meu coração então disparou
Quando vc sorrindo me olhou

Eu acho que pirei...

 

Justo Sandy e Junior né, mas foi mais ou menos assim que me senti quando conheci o Gui além desses cubos ... aí toda vez que toca essa música lembro daquela imagem da mesa com o Gui recem chegado do Rio.. Hoje sonhei com todos em Caraguatatuba, se nao posso ficar com o Gui na realidade, pelo menos estamos nos nossos sonhos...



Escrito por «ßëå e Guï»® às 09h43
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Analfabeto Político

O Analfabeto Político
(Bertrold Bretch)
 
 
O pior analfabeto é o analfabeto político
Ele não ouve, não fala, nem participa dos
acontecimentos políticos
Ele não sabe que o custo de vida, o preço
do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel,
do sapato e do remédio depende das
decisões políticas
O analfabeto político é tão burro que se
orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
política. Não sabe o imbecil que, de sua
ignorância política, nasce a prostituta, o
menor abandonado, o assaltante, e o pior de
de todos os bandidos:
que é o político vigarista, pilantra, corrupto
e lacaio das empresas nacionais e
multinacionais


Escrito por «ßëå e Guï»® às 23h49
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Amor - Victor Hugo

 
 
 
 
Amemos!
Quero de amor
viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tua alma,
em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus
ardentes prantos
Suspirar de languidez!
 
 
Quero em teus
lábios beber
Os teus amores do céu
Quero em teu seio morrer
No enleio do seio teu!
Quero viver
de esperança
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
 
 
Vem, anjo, minha donzela
Minha alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
 
 
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor
Quero viver um momento
Morrer contigo de amor


Escrito por «ßëå e Guï»® às 23h41
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A marca que você deixa nas pessoas

 A marca que você deixa nas pessoas

Quando eu era criança, bem novinha, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém. Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal.

O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer numero de telefone e ate a hora certa. Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-na-garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo.A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.

Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido ate que pensei:

- O telefone!

Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala.

            Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:

-"Uma informação, por favor".

Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.

- "Informações."

- "Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. "A sua mãe não está em casa?", ela perguntou.

- "Não tem ninguém aqui...", eu soluçava. "Está sangrando?"

- "Não", respondi. "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas ta doendo..."

 - "Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. Eu respondi que sim.

- "Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz.



Escrito por «ßëå e Guï»® às 23h27
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Continuação

Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo.

Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me       ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas. Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava: "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?" Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente:

-"Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também..." De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.

No outro dia, lá estava eu de novo. "Informações.", disse a voz já tão familiar. "Você sabe como se escreve 'exceção'?" Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacifico. Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de duvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo. Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho. Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

- "Uma informação, por favor."

Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo:

-"Informações." Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando:

- "Você sabe como se escreve 'exceção'?"

Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave: "Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul."

Eu ri. "Então, é você mesma!", eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo."

- "Eu imagino", ela disse. "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações.

Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse."

Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.

- "É claro!", ela respondeu. "Venha até aqui e chame a Sally."

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã.

Quando liguei, uma voz diferente respondeu:

 "Informações."

Eu pedi para chamar a Sally. - "Você é amigo dela?", a voz perguntou.

- "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul."

- "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente.Infelizmente, ela morreu há cinco semanas."

Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:

- "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?

- "Sim."

- "A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você."

A mensagem dizia: "Diga à ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também.

Ele vai entender." Eu agradeci e desliguei. Eu entendi...

  NUNCA SUBESTIME A "MARCA" QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS



Escrito por «ßëå e Guï»® às 23h27
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