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SIM, SOMOS ACOMODADOS
(em resposta às afirmações do Presidente de que somos um povo acomodado) (por Alessandro Eloy Braga, Professor de Literatura e Escritor de Brasília-DF)
Sim, Excelentíssimo Senhor Presidente da República, somos acomodados. Somos acomodados porque aceitamos receber um salário mínimo de R$ 300,00 reais, enquanto os franceses recebem um de R$ 4.000,00. Somos acomodados porque aceitamos pagar juros e encargos contratuais a cartões de crédito ebancos que ultrapassam os 12% ao mês e porque aceitamos que a Caderneta de Poupança renda apenas 0,5%.
Somos acomodados porque aceitamos que o Governo passe a cobrar novamente contribuição social dos aposentados. Somos acomodados porque permitimos que nossos idosos passem mais de 10 horas em uma fila para receber ou dar entrada em sua aposentadoria. Somos acomodados porque aceitamos que o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumente todos os meses a taxa básica de juros e que isso provoque um efeito cascata na economia que nos faz pagar os juros mais altos do mundo em todos os setores do mercado.
Somos acomodados porque aceitamos pagar mais de 40% do valor de tudo o que compramos em impostos e impostos e impostos e impostos e impostos...
Somos acomodados porque aceitamos pagar em impostos retidos na fonte o equivalente a três meses de trabalho. Somos acomodados porque aceitamos transitar em rodovias e avenidas deterioradas e que danificam nossos carros e que provocam tantos acidentes e que matam tantas pessoas, enquanto não sabemos exatamente para onde vão as verbas arrecadadas com a enorme quantia que pagamos em impostos, como o IPVA, CPMF e aqueles cobrados sobre o preço dos combustíveis.
Somos acomodados porque aceitamos colocar nossos filhos em escolas públicas deterioradas, sem segurança, com profissionais desanimados e insatisfeitos, com professores que são vistos como os profissionais mais desclassificados da sociedade e que ganham salários que não são suficientes nem para preencher o vazio da barriga, quem diria se alimentar de cultura. Ou como disse o outro Presidente que o antecedeu: que os professores são apenas pessoas que não conseguiram ser outra coisa melhor na vida, são derrotados.
Somos acomodados porque permitidos tantas diferenças sociais e que tantos passem fome e vivam abaixo da linha da miséria, porque é evidente que somos nós que fazemos essa distribuição desigual da renda.
Somos acomodados porque permitimos que os madeireiros destruam a selva amazônica e que os, norte-americanos e europeus e japoneses roubem nossa biodiversidade e depois a vendam a nós por preços altíssimos.
Somos acomodados porque ainda comparecemos às urnas de dois em dois anos para escolhermos pessoas que não representam o povo, mas que representam apenas seus próprios interesses.
Somos acomodados porque ainda não revolvemos, todos nós eleitores, anular nossos votos e mostrar nossa descrença em governos como o seu. Somos acomodados porque aceitamos que estes "representantes do povo" façam leis que não beneficiam em nada ou muito pouco o povo ou que aumentem, quando bem entendem, os seus próprios salários, que já passam de R$ 35.000,00, somadas todas as regalias parlamentares.
Somos acomodados porque permitimos as altas taxas de desemprego.
Somos acomodados por vivemos em um país em que, para se comprar uma simples geladeira, é preciso dividir seu preço em 24 vezes, com juros falsos de 1% ao mês, quando deveríamos ser capazes de comprá-la à vista.
Somos acomodados porque permitimos o aumento das tarifas básicas de água, luz e telefone e dos combustíveis, valores que representam as maiores contribuições para o aumento da inflação e que são, em sua maioria, autorizados por esse mesmo Governo que chama seu povo de acomodado.
Sim, somos acomodados porque permitimos que nossa segurança pública seja tão precária.
Somos acomodados porque permitimos que os bandidos (traficantes, ladrões, seqüestradores, parlamentares, prefeitos, governadores, ministros e presidentes, entre outros) tomem conta de nossa sociedade e façam desse povo uma simples massa de manobra.
Sim, somos acomodados porque acreditamos que um operário, um homem saído do sofrimento mais rude da seca, um sindicalista, um ex-comunista, um nacionalista fosse fazer algo de significativo pelo país, pela fome deste povo, fosse provocar mudanças profundas nas estruturas políticas, econômicas e sociais e por isso fomos acomodados ( burros, cegos e crentes) e votamos em Vossa Excelência, e acreditamos no LulaLá sem medo de ser feliz...
Sim, Senhor Presidente, somos acomodados porque somos nós que não oferecemos uma educação de qualidade, capaz de formar cidadãos críticos,lutadores e não acomodados.
Sim, Senhor Presidente, somos acomodados porque aceitamos que o Senhor vá à televisão e diga palavras tão vis e hipócritas a esse povo que é tão acomodado por não acreditar mais que seja possível mudar algo nesse país de pouquíssimos escolhidos e de muitos apartados.
Somos acomodados porque ainda conseguimos sobreviver nesse Brasil que nem é o nosso.
Sorte sua, Sr Presidente Lula se somos acomodados, porque no dia em que tirarmos o nosso traseiro da cadeira com certeza O SENHOR PERDERÁ DEFINITIVAMENTE A SUA AÍ EM BRASILIA....... !!!!!!! :o(
Escrito por «ßëå e Guï»® às 22h13
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Sempre em meus pensamentos
YOU ALWAYS ON MY MIND
Maybe I didn't treat you Quite as good as I should have Maybe I didn't love you Quite as often as I could have Little things I should have said and done I just never took the time
You were always on my mind You were always on my mind
Maybe I didn't hold you All those lonely, lonely times And I guess I never told you I'm so happy that you're mine If I made you feel second best Girl, I'm sorry I was blind
You were always on my mind You were always on my mind
Tell me, tell me that your sweet love hasn't died Give me, give me one more chance To keep you satisfied, satisfied
Little things I should have said and done I just never took the time You were always on my mind You are always on my mind You are always on my mind
SEMPRE EM MEUS PENSAMENTOS
Talvez eu não tenha te amado Com tanta frequência quanto poderia Talvez eu não tenha te tratado Tão bem quanto deveria E se eu fiz você se sentir a segunda melhor Garota, desculpa, eu estava mentindo Você sempre estava em meus pensamentos Você sempre estava em meus pensamentos E talvez eu não te abracei Todos aqueles momentos solitários E eu acho que nunca te disse Que sou muito feliz por você ser minha Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito Eu simplesmente nunca me dei ao trabalho Você sempre estava em meus pensamentos Você sempre estava em meus pensamentos Diga-me, Diga-me que seu doce amor não morreu Me dê Me dê mais uma chance De te manter satisfeita Eu te manterei satisfeita Pequenas coisas Que eu deveria ter dito e feito Eu simplesmente nunca me dei o trabalho Você sempre estava em meus pensamentos Você sempre estava em meus pensamentos
Agora temos nossa música para os grandes momentos, eu amo essa criatura do Rio demais, esse Guizinho pai de Dunga, amor te amo demais e não só por sua beleza, por muito mais.. por esse seu jeitinho estranho, por ser o maior tomador de coca-cola, e por ser esse ser social democrata que ama números, fórmulas e acha que as estatiscas são fieis a realidade. Mô eu te amo por tudo que vc, se brigamos, discutimos, politicamente né... você sempre está em meus pensamentos, quando estou no onibus, olhando o lixão da cidade e pensando em problemas sociais, quando fico no meu quarto a noite olhando o teto e quando acordo de manhã e dou de cara com nossa foto... por isso que sabemos que no nosso caso distância é apenas um mero detalhe!
Deixo pra vc completar essa mensagem... vc sempre está em meus pensamentos amor!!!!!

Escrito por «ßëå e Guï»® às 21h06
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Bem escrever em blog não é lá muito fácil pra mim, mas vamos lá, eu a meses conheci através da JDB uma pessoinha maravilhosa, ficamos meses atrás desses cubos conversando horas a fio, madrugadas a dentro, rindo, brincando, conversando sério, mas o de mais real aconteceu foi que a cada dia percebíamos que éramos mais iguais que nos completávamos cada vez mais, que nos admirávamos cada dia mais, relutamos bastante pela distância, mas nos rendemos a uma única e expressiva verdade, TE AMO AMOR, te quero pra sempre. Já temos nossos filhotinhos dunga e spike, uma família perfeita...
Escrito por «ßëå e Guï»® às 12h00
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Pequeno Dunga
E hoje dia 1 de Maio, dia do trabalho, foi batizado o cachorrinho do meu amor. Dunga de Almeida Gomes Seródio, ele foi adotado por Guilherme Seródio no dia 28/04/2005, com apenas 2 semanas de vida. E hoje é tão querido por todos nós...
Dunga o maior companheirinho do Gui, eles realmente se completam, Dunga é maltês e Botafoguense.
Com muito carinho, boas vindas pro cachorrinho do meu namorado .... DUNGAAAAAAAAAAAA te amamos..

Escrito por «ßëå e Guï»® às 20h36
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Internautas
Hoje, já não nos conhecemos
Hoje, já não vemos nossos amigos
Hoje, somos ambientes da rede,
Hoje, somos cidadãos do mundo
Amamos a desconhecidos
somos palavras trocadas por um fio.
Temos amigos, temor amor,
Temos a distância como amiga.
A tela como rosto,
O teclado como voz,
Somos internautas.
Invisíveis, etéreos e sonhadores,
Somos anjos, somos monstros
Somos tudo o que queremos ser
Amamos, brincamos e brigamos
Sem nunca nos tocarmos,
somos ambientes da rede.
Vamos a outros lares
Sem invadir a sua casa
Somos amigos
Somos amados
Somos o ombro para o choro
Somos a mão que ajuda
O teclado que ampara
Somos tudo o que queremos ser
Somos ambiente da rede
Temos amigos pelo mundo
Pois todos paramos na mesma esquina
Somos ambientes da rede
Mas acima de tudo
Somos corações...
Não somos maquinas
E somos e sempre seremos, gente!
Escrito por «ßëå e Guï»® às 16h17
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Então fica combinado assim.
Então fica combinado assim.
João Ubaldo Ribeiro - O Estado de São Paulo 01/05/2005
Acho que a época em que não se podia aludir à ignorância do presidente da República ou ao conteúdo asneirento, desastrado ou grosseiro de inúmeras afirmações contidas em seus famosos improvisos ou ao óbvio deslumbramento com a fruição do poder, a ponto de ele haver cedido ao impulso, quiçá compreensível, mas injustificável, cafona e atrasadinho, de “branquificar-se” durante sua ascenção. Em vez do cabelo encarapinhado que lhe atestava a mestiçagem, passou a ostentar melenas sedosas. Foi saudado enquanto dizia novas besteiras em sua visita a África, como o “primeiro presidente negro” do Brasil, o que, alias, não é verdade, se se adotar o estranho critério segundo o qual uma pessoa pode ser filha de uma sueca com um zulu, ou seja, exatamente metade branca e metade negra, mas é negra. Acredito que muitos outros presidentes brasileiros foram semelhantemente negros, a começar pelo Dr. Fernando Henrique, que dizia isso de si, embora nem sempre em termos muito elegante. Mas Lula pediu desculpas lá dele como branco. Enquanto isso, por ação, eu recebia correspondência de um amigo que faz parte da comissão da ONU que trata da escravidão e ele mencionou a possível existência de 200 milhões ( isto mesmo) de cativos no mundo de hoje e o problema recente, há uns dez anos, da escravização de pigmeus da República dos Camarões por bantus, estes, por ironia, muito numerosos entre os escravos que vieram para o Brasil – nada como um dia depois do outro.
Mas não quero voltar a esse atraso de vida que é o homem ainda a odiar, matar e se aleijar psicologicamente por causa de raça, não concebo absurdo maior. Ia dizer que não creio que as criticas à ignorância formal do presidente ( digo formal porque me refiro à falta de estudo, atividade que ele parece irremovível aversão, tanto assim que quando pôde, não estudou e até se vangloriou dessa deficiência em publico; informalmente, ele não é nada de ignorante, foi muito competente em sua anterior carreira à Presidência) agora sejam vistas como elitismo, palavra usada para anatemizar tudo o que está fora de nosso alcance e entender ou nos dá preguiça de aprender de aprender. Não tem nada a ver como fato de ele ser um homem de origem humilde no exercício da Presidência. Esse tipo de argumento para mim já deve ser considerado frescura e fuga da discussão, porque se trata do presidente e acabou-se, ele que se vire. Digo que a frase sobre o brasileiro não saber votar foi cunhada com meu caso em mente, porque, entre muitos outros votos enganados, votei nele também. Mas pelo menos não cola comigo esse negócio de elitismo.
A verdade é que, pelo que vejo, está todo mundo de saco cheio de bravatas, fanfarronadas e gogó. Projeto de governo, com uma exceção amedrontadora ou outra – caso do pobre Rio São Francisco -, não sei de nenhum. Sei de um presidente um presidente que já deve estar chegando a 70 viagens pelo mundo e já ficou 120 dias fora do País, durante seu governo. Segundo um texto que me mandaram, atribuído, não sei verazmente, a Joelmir Betting, ele passou 450 dias fora de Brasília, em 777 dias de Presidência. O que ele diz, entremeando as parlapatices, são frases de torcida de futebol e um rosário de bazófilas que fatos negam,, desde nosso medo de sair à rua aos maravilhosos empregos criados por um pais em crescimento disparado (para os de sempre), eis que, agora mesmo, 1.200 vagas de gari no Rio de Janeiro estão sendo batalhadas por cerca de 300.000 candidatos e ele, por sinal – ho-ho para nós, que pagamos as despesas dele -, não poderia inscrever-se, porque ouvi dizer que se exige segundo grau completo, pois é ocupação qualificada.
Enquanto isso, ele viaja e uma vez na vida e outra na morte, reúne alguns ministros e anuncia que “cobrou providências”. Isso nunca foi administrar ou governar, nem aqui nem no seu invejado Gabão. Ele faz visitas e comparece a atos em que fala e se conduz circensemente. Agora que é branco, rico, bonito, bem aposentado, arrumado na vida, famoso e viajado, parece estar pegando um certo enjôo de povo, esse pessoal mal informado e majoritariamente malcheiroso que nunca chegou ao lado de lá e, assim, não teve a chance de ver as coisas como verdadeiramente são. E que atrapalha, pois como é amiúde apontado por ideólogos e ele de alguma maneira vinculado, o País vai bem e o povo é que vai ma, pensamento, aliás, originado de tempos políticos não tão saudosos. Quase todo o mundo atrapalha, notadamente, também a imprensa, responsável, como de hábito, pelos males da nação. Ele é que não se atrapalha, dizendo por exemplo, depois da morte, em Alcântara, de 22 técnicos brasileiros, que “ há males que vem pra bem”. Bem verdade que línguas aleivosas asseveram que ele faz tantos improvisos porque não sabe, ou tem preguiça de ler, o que escrevem para ele, deve ser muito cansativo.
Agora somos de novo culpados, desta vez pelos juros altos. Não mexemos nossos traseiros para pagar juros baixo. Claro, para quem há anos trabalhar se resume a maltraquear, não deve ter entrado na fila a não ser posando e está numa boa em que ele está, mais do que nunca alieno culo piper refrigerium est – perdão, latinistas. É só a gente telefonar para o banco, dizer que não paga juros tosquiadores e pronto. A culpa mais uma vez é nossa. Ele tem razão e minha proposta é fazermos com ele um acerto para o qual tenho certeza de que conto com a anuência de vocês: a gente mexe nossos traseiros para a procurar vantagens e ele senta no dele a fim de trabalhar, para variar. E, claro, vamos nos acautelando contra qualquer possível Medida Provisória sobre nossos traseiros, quem sabe até a instituição do Traseiro Participativo. O senhor Bom Deus ajude a que ele não baixe normas sobre nossos traseiros, basta o que já vem fazendo com eles desde que assumiu.
Escrito por «ßëå e Guï»® às 16h15
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